A) minhocas, pois estas possuem calcário que envolve seus corpos e que se dissolve com esses compostos.
B) lombrigas, pois estas possuem uma cutícula pouco resistente a esses compostos.
C) libélulas, pois estas possuem fina camada de queratina que não protege contra esses compostos.
D) salamandras, pois estas possuem pele delgada e sem resistência contra esses compostos.
E) lagartixas, pois estas possuem maior sensibilidade respiratória a esses compostos.
GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:
A questão aborda chuva ácida e, principalmente, a relação entre esse fenômeno ambiental e as características fisiológicas dos organismos mais vulneráveis. A queima de combustíveis fósseis libera dióxido de enxofre (SO₂) e óxidos de nitrogênio (NOₓ). Na atmosfera, esses gases podem reagir com a água, formando ácidos, como ácido sulfúrico (H₂SO₄)e ácido nítrico (HNO₃). Quando precipitam, provocam a chamada chuva ácida.
O gabarito é a alternativa D. As salamandras pertencem ao grupo dos anfíbios, animais particularmente sensíveis às alterações ambientais. Sua pele é fina, úmida, altamente vascularizada e permeável, características importantes para as trocas gasosas e para a manutenção da umidade corporal. Porém, essa elevada permeabilidade também facilita a entrada de substâncias presentes na água e no ambiente, tornando os anfíbios muito vulneráveis à poluição e às alterações de pH.
A alternativa A está incorreta porque minhocas não possuem um revestimento de calcário envolvendo o corpo. Esse tipo de estrutura está associado a animais como moluscos com concha. A B está errada porque, embora lombrigas apresentem cutícula, ela funciona como uma proteção externa e não é a característica que justifica a maior vulnerabilidade à chuva ácida. A C é falsa porque libélulas são artrópodes e possuem exoesqueleto de quitina, e não uma fina camada de queratina. A E está incorreta porque lagartixas são répteis e possuem pele queratinizada relativamente impermeável, justamente uma característica que reduz a perda de água e a exposição direta.
Assim, a característica determinante é a pele fina e permeável dos anfíbios, que os torna excelentes bioindicadores da qualidade ambiental.
✅ Gabarito: D) salamandras, pois estas possuem pele delgada e sem resistência contra esses compostos.
Qual raciocínio que a FAMERP quer que você desenvolva sobre chuva ácida, poluição atmosférica e anfíbios?
A FAMERP quer que você consiga conectar um fenômeno ambiental às características biológicas dos organismos afetados. Não basta saber que SO₂ e NOₓ participam da formação da chuva ácida; é necessário identificar qual grupo animal apresenta maior vulnerabilidade em razão de sua própria fisiologia.
A sequência lógica é:
Combustíveis fósseis → SO₂ e NOₓ → formação de ácidos → alteração do pH ambiental → maior impacto sobre organismos sensíveis.
Os anfíbios são particularmente importantes nesse contexto porque possuem pele fina, úmida e permeável, que participa das trocas gasosas e permite a passagem de substâncias dissolvidas. Essa característica torna esses animais extremamente dependentes da qualidade da água e do ambiente em que vivem.
Por isso, salamandras, sapos e outros anfíbios são frequentemente utilizados como bioindicadores ambientais. Alterações na qualidade da água, no pH e na presença de contaminantes podem afetar diretamente sua respiração, equilíbrio hídrico, desenvolvimento e reprodução.
A questão também testa a capacidade de reconhecer os revestimentos corporais dos grupos animais. Répteis, por exemplo, possuem pele mais queratinizada e impermeável; artrópodes possuem exoesqueleto quitinoso; e a cutícula dos nematódeos não corresponde ao revestimento descrito nas alternativas.
Resumo final: A chuva ácida resulta principalmente de óxidos de enxofre e nitrogênio e pode afetar especialmente os anfíbios, cuja pele fina e permeável facilita trocas com o ambiente, tornando-os altamente sensíveis à poluição e às alterações de pH.
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