(FUVEST) Após a confirmação da primeira morte humana por gripe aviária nos Estados Unidos, surge a dúvida sobre a possibilidade de uma nova pandemia. Embora os vírus da gripe aviária ataquem principalmente aves, eles também podem infectar outros animais, incluindo humanos. Infecções humanas com vírus da gripe aviária são raras e, normalmente, não se transmitem de pessoa para pessoa.
Os cientistas concordam que mudanças-chave na sequência genética do vírus seriam necessárias para iniciar uma pandemia. Cada vez que um vírus infecta uma célula e novas unidades virais são produzidas, erros podem ocorrer. Ocasionalmente, há uma mudança genética que ajuda o vírus a se tornar melhor em infectar células. Assim, essa versão do vírus pode superar outras, infectando novos hospedeiros ou novos tipos de hospedeiros.
Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/. Adaptado.
Com base no texto, as mutações no vírus da gripe aviária
a) ocorrem quando eles infectam espécies diferentes.
b) são induzidas unicamente pela resposta imune do organismo hospedeiro.
c) ocorrem quando o vírus se replica dentro das células infectadas.
d) são consequência direta do contato frequente com aves migratórias portadoras do vírus.
e) ocorrem apenas quando o vírus entra em contato com medicamentos antivirais.
GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:
A questão aborda um dos conceitos centrais da genética viral: a origem das mutações durante o processo de replicação. O texto informa que, “cada vez que um vírus infecta uma célula e novas unidades virais são produzidas, erros podem ocorrer”. Essa afirmação faz referência ao fato de que a replicação do material genético viral, especialmente em vírus de RNA, apresenta baixa fidelidade, uma vez que suas enzimas replicativas possuem mecanismos de correção pouco eficientes.
A alternativa c) é a correta porque as mutações surgem justamente durante a multiplicação do vírus no interior das células hospedeiras. A cada ciclo replicativo, pequenas alterações na sequência genética podem ocorrer ao acaso. Embora a maioria dessas mutações seja neutra ou prejudicial ao próprio vírus, algumas podem conferir vantagens adaptativas, como maior capacidade de infectar novos hospedeiros ou escapar parcialmente da resposta imune.
A alternativa a) está incorreta porque a infecção de espécies diferentes pode favorecer a seleção de variantes, mas não é a causa direta das mutações. Elas já surgem durante a replicação. A b) é falsa, pois a resposta imune atua como pressão seletiva, não como geradora exclusiva de mutações. A d) também está errada, já que o contato com aves migratórias apenas favorece a transmissão do vírus. Finalmente, a e) é incorreta porque antivirais podem selecionar variantes resistentes, mas não são a única condição para o aparecimento de mutações.
Assim, a questão explora a relação entre mutação e evolução viral, mostrando que a variabilidade genética é consequência natural dos processos de replicação.
O que a FUVEST, quer que você saiba sobre Mutações virais e evolução dos vírus?
Os vírus apresentam grande capacidade de adaptação devido à ocorrência de mutações durante seu processo de replicação. Essas alterações surgem de maneira aleatória quando o material genético é copiado no interior das células infectadas. Em muitos vírus de RNA, como os da gripe, esse fenômeno é ainda mais frequente porque as enzimas responsáveis pela replicação possuem baixa capacidade de corrigir erros.
Embora a maioria das mutações não produza efeitos relevantes, algumas podem modificar características importantes do vírus, como sua transmissibilidade, virulência ou capacidade de infectar novas espécies. Quando uma mutação aumenta a eficiência de sobrevivência ou disseminação, a seleção natural favorece sua propagação na população viral.
Esse processo explica o surgimento de novas variantes e justifica a vigilância epidemiológica constante em doenças virais. Além disso, demonstra como conceitos básicos de genética e evolução atuam diretamente na saúde pública, influenciando o desenvolvimento de vacinas e estratégias de controle.
Resumo final: As mutações virais surgem durante a replicação do material genético e constituem a principal fonte de variabilidade que permite a evolução e adaptação dos vírus.
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