(FUVEST) Aristóteles produziu aquela que é considerada a primeira classificação dos organismos vivos, no mundo ocidental. Nela, considerou principalmente a existência de características compartilhadas para dividir os seres vivos em distintas categorias. Atualmente, a classificação dos seres vivos pauta-se no paradigma da Escola Filogenética (cladística).
Tal escola:
a) também realiza a análise de características compartilhadas entre os diferentes grupos de organismos, buscando identificar ancestrais comuns e relações de parentesco entre eles.
b) busca as diferenças entre os grupos de seres vivos, agrupando-os exclusivamente com base nessas diferenças, desconsiderando características compartilhadas.
c) abandona os princípios aristotélicos e adota ideias que propõem que os seres vivos evoluem com o passar do tempo, tornando-se sempre melhores que as gerações anteriores.
d) determina que os seres vivos se adaptam às condições do meio em que vivem e produzem descendentes portadores dessas adaptações, de forma sucessiva.
e) considera que características compartilhadas surgem apenas por convergência adaptativa, ou seja, organismos de linhagens diferentes, em um mesmo ambiente, podem desenvolver características comuns.
GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:
A questão aborda a evolução dos sistemas de classificação biológica, comparando a proposta inicial de Aristóteles com o paradigma moderno da Escola Filogenética (Cladística). Embora Aristóteles tenha sido pioneiro ao agrupar organismos com base em características observáveis, a cladística acrescenta um elemento essencial: a reconstrução das relações evolutivas.
A alternativa a) é a correta porque a cladística também utiliza características compartilhadas entre os organismos, mas procura distinguir quais delas são características derivadas compartilhadas (sinapomorfias), capazes de indicar a existência de um ancestral comum. Dessa forma, o objetivo não é apenas agrupar organismos semelhantes, mas compreender a história evolutiva que levou ao surgimento dessas semelhanças.
A alternativa b) está incorreta porque a cladística não ignora características compartilhadas; pelo contrário, elas constituem sua principal ferramenta de análise.
A c) é falsa porque introduz uma visão teleológica da evolução, sugerindo que os seres vivos evoluem para se tornarem “melhores”, ideia incompatível com a teoria evolutiva moderna.
A alternativa d) remete ao pensamento de Jean-Baptiste Lamarck, baseado na herança dos caracteres adquiridos, conceito rejeitado pela biologia atual.
Já a e) está incorreta porque a convergência adaptativa explica apenas algumas semelhanças (homoplasias), enquanto a cladística prioriza características herdadas de um ancestral comum.
Portanto, o gabarito é a alternativa a.
O que a FUVEST, quer que você, Vestibulando sobre Cladística e relações evolutivas entre os seres vivos?
A classificação biológica moderna busca representar a história evolutiva dos organismos, e não apenas agrupá-los por aparência. Esse princípio fundamenta a Escola Filogenética, também chamada de cladística, que organiza os seres vivos com base em ancestrais comuns e nas características derivadas compartilhadas.
Nesse modelo, organismos que apresentam uma mesma inovação evolutiva são agrupados em clados, refletindo relações de parentesco. Assim, a classificação deixa de ser apenas descritiva e passa a representar a própria árvore da vida.
A cladística distingue dois tipos importantes de semelhanças: as homologias, que resultam de ancestralidade comum, e as analogias, originadas por convergência evolutiva. Apenas as homologias derivadas são úteis para reconstruir a filogenia dos grupos.
O avanço das técnicas de biologia molecular, especialmente a análise de DNA e RNA, fortaleceu essa abordagem, permitindo identificar relações evolutivas que muitas vezes não são perceptíveis apenas pela morfologia. Dessa forma, a classificação atual representa um importante encontro entre genética, evolução e sistemática.
Resumo final: A cladística classifica os seres vivos a partir de características derivadas compartilhadas, reconstruindo relações de parentesco e ancestralidade comum.
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