A) dominância incompleta – pelos de comprimento intermediário será de 1/4.
B) dominância completa – pelos longos será de 1/8.
C) dominância completa – pelos curtos será de 1/2
D) dominância incompleta – pelos de comprimento intermediário será de 1/2.
E) codominância – pelos curtos será de 1/4.
GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:
A questão trabalha um padrão clássico de herança genética: dominância incompleta, identificado principalmente pelo resultado do cruzamento entre indivíduos de pelos curtos e longos. O segredo está em perceber que o fenótipo intermediário não aparece apenas como uma variação: ele corresponde ao heterozigoto.
Podemos representar os alelos assim:
- CC → pelos curtos
- CL → pelos intermediários
- LL → pelos longos
O cruzamento entre pelos curtos e longos é:
CC × LL → 100% CL
Ou seja, todos os descendentes apresentam o fenótipo intermediário. Isso caracteriza dominância incompleta, pois nenhum dos alelos domina completamente o outro.
Agora, o cruzamento solicitado é entre dois animais de pelos intermediários:
CL × CL
A descendência esperada é:
- 1/4 CC → pelos curtos
- 2/4 CL → pelos intermediários
- 1/4 LL → pelos longos
Entretanto, a questão não pergunta apenas pela ocorrência de pelos intermediários. Ela solicita a probabilidade de nascerem machos com pelos de comprimento intermediário.
Como a determinação do sexo é independente da característica dos pelos:
P(intermediário) = 2/4 = 1/2
P(macho) = 1/2
Aplicando a regra do produto:
1/2 × 1/2 = 1/4 = 25%
Portanto, a probabilidade é de 1/4, correspondendo a 25%.
A alternativa A está correta. A B e a C estão erradas porque classificam a herança como dominância completa, enquanto o fenótipo intermediário evidencia dominância incompleta. A D erra o cálculo, pois 1/2 corresponde apenas à probabilidade de pelos intermediários, sem considerar o sexo. A E também está incorreta porque não se trata de codominância.
✅ Gabarito: A) dominância incompleta – pelos de comprimento intermediário será de 1/4.
Qual raciocínio que a FAMERP quer que você desenvolva sobre dominância incompleta e probabilidade genética?
A FAMERP quer que você perceba que o fenótipo intermediário é a principal pista para identificar a dominância incompleta. Nesse tipo de herança, nenhum dos dois alelos consegue determinar sozinho o fenótipo do heterozigoto. Por isso, o indivíduo heterozigoto apresenta uma característica intermediária entre os dois homozigotos.
A lógica pode ser resumida assim:
homozigoto 1 → fenótipo extremo
homozigoto 2 → fenótipo extremo oposto
heterozigoto → fenótipo intermediário
Depois de identificar o padrão de herança, a questão muda de nível e exige probabilidade. No cruzamento entre dois heterozigotos, temos a proporção genotípica clássica:
1 homozigoto : 2 heterozigotos : 1 homozigoto
Logo, a chance de um descendente apresentar pelos intermediários é 2/4 = 1/2.
Mas a banca acrescenta uma segunda condição: o descendente precisa ser macho. Como o sexo e a característica dos pelos são eventos independentes, devemos multiplicar as probabilidades:
1/2 × 1/2 = 1/4.
Esse é um raciocínio muito importante para vestibulares: quando a questão pede que duas características aconteçam simultaneamente e elas são independentes, utiliza-se a regra do produto.
Resumo final: fenótipo intermediário → dominância incompleta. Heterozigoto × heterozigoto → 2/4 intermediários. Intermediário + macho → 1/2 × 1/2 = 1/4 = 25%.



