(UNICENTRO 2026) Indivíduos que utilizam antiácidos de forma prolongada podem sofrer alterações no pH do estômago, prejudicando a ação enzimática.

(UNICENTRO 2026) Indivíduos que utilizam antiácidos de forma prolongada podem sofrer alterações no pH do estômago, prejudicando a ação enzimática. Esse caso clínico ilustra como a digestão depende tanto da presença de enzimas quanto das condições adequadas do meio em que atuam.

Sobre as enzimas digestivas, relacione a coluna da esquerda com a da direita.

(I) Amilase salivar
(II) Pepsina
(III) Tripsina
(IV) Lactase

(A) Atua no estômago em meio ácido, digerindo proteínas em peptídeos.
(B) Atua na boca em pH próximo ao neutro, iniciando a digestão do amido em maltose.
(C) Atua no intestino delgado em pH levemente alcalino, continuando a digestão de proteínas.
(D) Atua na mucosa intestinal, convertendo a lactose em glicose e galactose.

Assinale a alternativa que contém a associação correta.

a) I-A, II-B, III-C, IV-D.
b) I-B, II-A, III-C, IV-D.
c) I-B, II-C, III-D, IV-A.
d) I-C, II-D, III-A, IV-B.
e) I-D, II-C, III-B, IV-A.

GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:

A questão aborda a fisiologia da digestão química, relacionando enzimas digestivas aos seus respectivos locais de atuação, substratos e condições ideais de pH. O enunciado utiliza o uso prolongado de antiácidos como contextualização, exigindo que o estudante compreenda que a atividade enzimática depende não apenas da presença da enzima, mas também das condições físico-químicas adequadas para sua atuação.

A associação correta é apresentada na alternativa b):

  • (I) Amilase salivar → (B)
    A amilase salivar, também chamada ptialina, é secretada pelas glândulas salivares e atua na cavidade oral. Seu pH ótimo situa-se próximo da neutralidade (entre 6,7 e 7,0), iniciando a hidrólise do amido em moléculas menores, principalmente maltose e dextrinas.
  • (II) Pepsina → (A)
    A pepsina é produzida pelas células principais do estômago na forma inativa de pepsinogênio. Sua ativação depende do ácido clorídrico secretado pelas células parietais. Atua em meio fortemente ácido (pH entre 1,5 e 2,0), promovendo a quebra de proteínas em peptídeos menores.
  • (III) Tripsina → (C)
    A tripsina é produzida pelo pâncreas como tripsinogênio e ativada no intestino delgado pela enteropeptidase. Atua em pH levemente alcalino, proporcionado pelo bicarbonato pancreático, continuando a digestão proteica.
  • (IV) Lactase → (D)
    A lactase encontra-se na borda em escova dos enterócitos do intestino delgado e hidrolisa a lactose em glicose e galactose.

As demais alternativas apresentam trocas entre enzimas, substratos e locais de atuação, tornando-se incompatíveis com a fisiologia digestiva.

Gabarito: letra B.


O que a UNICENTRO quer que você saiba sobre Enzimas digestivas e influência do pH na atividade enzimática?

As enzimas digestivas são proteínas especializadas em acelerar reações químicas relacionadas à degradação dos alimentos, permitindo que moléculas complexas sejam convertidas em substâncias absorvíveis pelo organismo. Entretanto, a eficiência dessas enzimas depende de condições específicas, especialmente temperatura e pH.

Cada enzima possui um intervalo de pH ótimo determinado por sua estrutura tridimensional. A pepsina, por exemplo, apresenta máxima atividade em meio altamente ácido, característica compatível com o ambiente gástrico. Em contrapartida, enzimas pancreáticas, como a tripsina, necessitam de um meio alcalino para exercerem sua função adequadamente. Já a amilase salivar atua melhor em pH próximo ao neutro, enquanto a lactase desempenha sua atividade na superfície da mucosa intestinal.

Alterações nessas condições podem comprometer significativamente o processo digestivo. O uso prolongado de antiácidos reduz a acidez estomacal, podendo diminuir a ativação do pepsinogênio e prejudicar a digestão de proteínas. Esse fenômeno demonstra que a digestão não depende apenas da síntese de enzimas, mas também da manutenção do ambiente químico apropriado.

Resumo final: A atividade das enzimas digestivas está diretamente relacionada ao pH do meio em que atuam, e alterações nessas condições podem comprometer a eficiência do processo digestório.


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