(ACAFE) “De acordo com dados da ONU, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água potável segura, e cerca de 3,6 bilhões vivem sem saneamento básico adequado.

Água

(ACAFE) “De acordo com dados da ONU, mais de 2 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso à água potável segura, e cerca de 3,6 bilhões vivem sem saneamento básico adequado. Nessas condições, doenças de veiculação hídrica permanecem como uma das principais causas de mortalidade em países em desenvolvimento. Além do impacto direto na saúde, a falta de saneamento compromete a frequência escolar, a produtividade econômica e a qualidade de vida das populações afetadas.”

(Fonte: Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento da Água, 2023. Adaptado)

Considerando o texto e seus conhecimentos sobre saúde pública, assinale a alternativa que apresenta doenças de transmissão hídrica cuja disseminação pode ser significativamente reduzida com melhorias em saneamento básico.

a) tuberculose, malária e dengue
b) cólera, amebíase e leptospirose
c) sarampo, rubéola e poliomielite
d) hanseníase, toxoplasmose e febre amarel 

GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:

A questão exige a articulação entre epidemiologiasaneamento básico e mecanismos de transmissão de doenças. O foco está nas chamadas doenças de veiculação hídrica, cuja propagação depende diretamente da água contaminada ou da ausência de infraestrutura sanitária.

A alternativa b) cólera, amebíase e leptospirose é correta porque reúne doenças cuja cadeia epidemiológica está intimamente ligada à água contaminada. A cólera (bactéria Vibrio cholerae) e a amebíase (protozoário Entamoeba histolytica) são classicamente transmitidas pela ingestão de água não tratada. Já a leptospirose, embora não seja ingerida, ocorre pelo contato com água contaminada por urina de roedores, especialmente em áreas sem drenagem adequada, também um problema de saneamento.

Na alternativa a), tuberculose é transmitida pelo ar, enquanto malária e dengue dependem de vetores (mosquitos), não da água como veículo direto. A c) apresenta doenças virais de transmissão predominantemente respiratória (sarampo e rubéola), e embora a poliomielite tenha via fecal-oral, sua inclusão não torna o conjunto coerente com o foco hídrico. Já a d) reúne doenças com vias distintas: hanseníase (contato prolongado), toxoplasmose (alimentos contaminados) e febre amarela (vetorial).

Logo, apenas a alternativa b alinha corretamente doenças cuja redução depende diretamente de melhorias em saneamento, validando o gabarito.


O que a ACAFE quer que, você Vestibulando, saiba sobre Saneamento Básico?

O saneamento básico funciona como uma “barreira invisível” na saúde pública: quando falha, abre caminho para microrganismos circularem livremente. Doenças hídricas não são apenas biológicas, são indicadores sociais, revelando desigualdade e ausência de infraestrutura.

A lógica é simples: onde não há tratamento de água e esgoto, o ciclo fecal-oral se perpetua. Assim, agentes infecciosos deixam de ser exceção e passam a ser rotina. A leptospirose amplia esse cenário ao mostrar que até eventos urbanos (enchentes) se tornam riscos sanitários.

Além disso, a precariedade do saneamento afeta diretamente o desenvolvimento humano, comprometendo a frequência escolar, a produtividade no trabalho e aumentando os gastos com saúde pública. Crianças e populações mais vulneráveis são as mais impactadas, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão. Dessa forma, a ausência de saneamento não apenas favorece a disseminação de doenças, mas também limita oportunidades sociais e econômicas. Investir em saneamento, portanto, significa atuar na origem do problema, prevenindo enfermidades antes mesmo que elas se manifestem e promovendo uma melhoria ampla na qualidade de vida.

Resumo final: O saneamento básico é essencial para interromper a transmissão de doenças hídricas e reduzir desigualdades, funcionando como uma medida preventiva estrutural que impacta diretamente a saúde e o desenvolvimento social.


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