(ENEM PPL – 2023) Anualmente, o número de casos de dengue aumenta substancialmente no Brasil, mas ainda não há uma vacina amplamente disponível. Quatro sorotipos do vírus circulam no país e são todos transmitidos pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Os casos mais graves evoluem para a fase hemorrágica, que pode levar à morte por choque hipovolêmico. Muitos desses casos acontecem quando o indivíduo contrai a doença pela segunda vez com um sorotipo diferente daquele contra o qual já produziu anticorpos.
O que tem dificultado o desenvolvimento de uma vacina para essa doença é a
A) resistência do homem contra antígenos específicos do vírus.
B) baixa resposta imunogênica da espécie humana contra o vírus.
C) obtenção de antígenos que representem os quatro sorotipos do vírus.
D) reação cruzada de anticorpos produzidos pelo indivíduo contra outros vírus.
E) ausência de resposta imune dos indivíduos após a primeira infecção pelo vírus.
GABARITO ABAIXO:

Análises da questão:
A questão aborda um problema real e recorrente no Brasil: a dengue e os desafios para o desenvolvimento de uma vacina eficaz. A alternativa correta é a letra C: “obtenção de antígenos que representem os quatro sorotipos do vírus”.
✔️ Alternativa C (correta): A dengue possui quatro sorotipos diferentes (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). Isso significa que, ao ser infectado por um tipo, o indivíduo só desenvolve imunidade contra aquele sorotipo específico. Se for infectado por outro sorotipo, pode ter uma resposta imune exagerada, resultando em formas mais graves da doença, como a dengue hemorrágica. Portanto, o desafio na criação da vacina está em desenvolver um imunizante tetravalente, que seja eficaz contra todos os quatro tipos simultaneamente, sem aumentar o risco de agravamento.
❌ Alternativa A: Está errada porque não há resistência natural do ser humano contra os antígenos da dengue. O problema está na diversidade do vírus, não na resistência do organismo.
❌ Alternativa B: Também está errada. A espécie humana responde bem ao vírus, tanto que produz anticorpos. O problema não é a baixa resposta imunológica, mas sim a especificidade dos sorotipos.
❌ Alternativa D: A reação cruzada entre anticorpos ocorre, sim, mas ela não é o principal fator dificultador da vacina. O mais relevante é incluir todos os sorotipos sem gerar efeitos adversos perigosos.
❌ Alternativa E: Está incorreta porque, após a primeira infecção, o corpo desenvolve sim imunidade contra o sorotipo infectante. O risco aumenta em infecções posteriores com outros sorotipos.
O que o ENEM quer que você saiba sobre Desafios da Vacina?
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, e representa um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Um dos fatores que tornam o combate à dengue tão complexo é a existência de quatro sorotipos diferentes do vírus: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Isso significa que uma pessoa pode ser infectada até quatro vezes ao longo da vida, uma por cada tipo viral. O problema é que infecções subsequentes com sorotipos diferentes podem provocar reações imunes perigosas, como a dengue hemorrágica, que pode levar à morte por choque hipovolêmico.
Um dos maiores obstáculos enfrentados pela ciência é a produção de uma vacina que seja segura e eficaz contra todos os quatro sorotipos simultaneamente. Essa vacina precisa estimular o sistema imunológico de maneira equilibrada, sem favorecer um sorotipo em detrimento de outro. Isso é essencial para evitar a resposta imune exacerbada, conhecida como potencialização dependente de anticorpos (ADE), que pode agravar o quadro clínico em infecções posteriores.
Enquanto isso, medidas como o controle do mosquito vetor e a educação da população continuam sendo as principais formas de prevenção. O desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a dengue é uma urgência global, e representa um avanço crucial para reduzir internações, mortes e custos com saúde pública em países tropicais como o Brasil.
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