Você sabe o que é a caxumba? Provavelmente deve ter visto algo sobre ela na escola ou, talvez, lembre-se de algum comentário do tipo “tem que cuidar da caxumba, ficar em repouso, senão ela desce pro saco!”. As avós sempre falavam isso.

Muito embora a caxumba seja uma doença de fácil prevenção e tratamento, sem causar, na maioria das vezes, problemas sérios à saúde, seus casos tem aumentando assustadoramente em todo o país. Só no primeiro semestre de 2016 nós já registramos mais casos do que 2014 e 2015 juntos. Apenas a cidade de São Paulo teve um aumento em 568% comparando-se aos dados do ano anterior, no mesmo período.

A caxumba é uma infecção viral das glândulas salivares parótidas, que se localizam em cima da articulação mandibular, na altura da sua orelha.

O vírus pertence à família Paramyxoviridae, o mesmo do sarampo. Seu material genético é um RNA fita-simples senso negativo, isto é, para poder se replicar dentro das células hospedeiras é necessário transformar essa fita RNA(-) primeiramente em RNA(+).

Os vírus recentemente são tratados como seres vivos e já existem sistemas de classificação para boa parte dos organismos descritos. São considerados parasitas intracelulares obrigatórios, acelulares e os menores organismos conhecidos. O vírus da caxumba, por exemplo, possui apenas 100nm de diâmetro em média, isso equivale a 1mm dividido por 10 mil partes.

Mas porque, afinal, estão acontecendo tantos casos desta doença no Brasil?

Em primeiro lugar, é importante lembrar que a doença é transmitida via aerossóis, ou seja, gotículas minúsculas de saliva que podem planar no ar por um bom tempo quando uma pessoa espirra, por exemplo. Um fato interessante é que durante o período de incubação da caxumba, que dura normalmente 7 dias, a pessoa sem apresentar qualquer tipo de sintoma já está disseminando o vírus por aí.

Outro grande problema é que, infelizmente, os pais estão deixando de vacinar os seus filhos. A vacina contra a caxumba ocorre em duas doses por recomendação da OMS. É dada a primeira dose quando a criança completa 1 ano de vida em meio à tríplice viral. A segunda, três meses depois, faz parte do conjunto da tetra-viral. A vacinação suprime a ocorrência da caxumba, em média, em 96% dos casos e com certeza esta é a melhor maneira de evitar a virose.

Contudo, a fácil transmissão e falhas de vacinação, não explicam por completo o motivo de tantos casos da doença em nosso país. Observando-se a ocorrência de caxumba de 2008 para cá, é perceptível um aumento gradual a cada ano. Em 2016, aparentemente, é que o negócio explodiu. Ou não. Talvez nos próximos anos tenhamos um aumento ainda maior.

A hipótese preliminar para esse aumento é que, talvez, novas linhagens do vírus da caxumba tenham aparecido em diferentes regiões do Brasil em função do aumento do turismo interno e de estrangeiros circulando mais em terras tupiniquins.

Associando-se esses três fatores, provavelmente, temos uma razoável explicação para os surtos cada vez maiores.

Estou com caxumba, e agora?

Se você ou algum conhecido está com sintomas iniciais de caxumba, a primeira providência a ser tomada é interromper qualquer tipo de atividade em grupo (trabalho ou escola) e procurar um médico.

O tratamento para a doença é bastante tranquilo na maioria dos casos, envolve repouso e combate medicamentoso aos sintomas (dores e náuseas). NÃO FAÇA USO DE AUTOMEDICAÇÃO. REMÉDIOS COM ÁCIDO ACETILSALICÍLICO PODEM CAUSAR QUADROS HEMORRÁGICOS e complicar o tratamento de uma doença normalmente simples. Tomar muita água, comer alimentos macios e evitar alimentos ácidos ajudam bastante na recuperação.

Muito embora a doença seja considerada branda, há casos em que podem ocorrer complicações pancreáticas, renais, ovarianas e até, atrofia testicular. É fundamental o acompanhamento médico.

Após recuperada, a pessoa estará naturalmente imunizada e não voltará a ter a doença. Caxumba só se pega uma vez.

Importante:  se você, seu irmão, primo ou conhecido não estão vacinados, procurem o posto de saúde mais próximo e tomem logo providências quanto a isso. Lembrem-se, vacinas são feitas para o seu bem estar e de toda a sociedade.

Assista o vídeo abaixo e fique mais por dentro do assunto.

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