Essa postagem foi uma brincadeira de primeiro de abril – é mentira, ainda não conseguimos clonar mamutes, mas estamos mais próximos do que nunca.

Confira aqui uma matéria séria sobre o assunto: ‘Cientistas estão muito perto de criar o primeiro clone de mamute da história’.

Ontem, às 18h05 em hora local, foi anunciado em Estocolmo na Suécia o primeiro resultado positivo de inúmeros estudos e tentativas que ocorrem desde 2008. Finalmente o primeiro bebê viável de mamute nasceu! O projeto intitulado Renässans Mammut (Renascimento Mamute) é uma parceria da Universidade de Estocolmo com uma equipe de 12 cientistas russos.

A bebezinha mamute ainda é muito frágil e está sob observação em tempo integral. Nasceu prematuramente com 21 meses de um útero de uma elefante fêmea e foi batizada com o nome de Blomma. Ela é um clone quase exato de um fóssil congelado na Sibéria há 12 mil anos atrás. A carcaça da mamute, bem preservada em solo permafrost, foi encontrada em 2011 e pertencia a uma indivídua juvenil. “Depois de 12 mil anos preservado à uma temperatura de -20 graus Celsius, o DNA estava praticamente intacto” afirmou o geneticista Georges Kyrka, líder da pesquisa.

Fóssil de mamute congelado

Fóssil congelado de mamute fêmea encontrado na Sibéria em novembro de 2011.

Segundo Kyrka, o clone só foi viável devido a uma série de fatores que não foram possíveis de obter nas outras tentativas. “O fato de ser um fóssil de um bebê mamute foi crucial, pois os cromossomos não tinham quaisquer sinais de envelhecimento telomérico”. Outro fator bastante importante é que nesse projeto foi usada uma técnica inédita em que mitocôndrias e cerca de 10% dos genes nucleares do clone são de elefante africano. “A similaridade genética entre um mamute e um elefante é altíssima, então, depois de mapeamentos comparativos conseguimos introduzir DNA de elefantes nos genes que faltavam do DNA da mamute”.

Muito embora, as tentativas não resultem em sucesso em todos os casos, os cientistas afirmaram ser possível recriar uma manada de mamutes em 10 anos! A necessidade agora é ampliarem as buscas por novos fósseis para garantir variabilidade genética da população.

Artigo editado de The Telegraph em 1º de Abril de 2016.